terça-feira, setembro 11, 2007


Quanto vale o nosso amor? Tem preço? Sim, que preço tem? Tem o preço que vale o teu sorriso, os teus beijos, o que dás, o que dou, o que nos damos. Nós que somos crentes do amor, não porque sempre acreditámos nele, mas porque sempre lhe saberemos chamar de amor. E eu confesso, nem sempre acredito em nós. Ás vezes gritamos e nessas alturas nem sei se o meu coração ainda bate. Não o consigo ouvir nem sentir.
Temos altos e baixos, mas que importa, em todos eles sempre nos temos. É contigo que partilho os meus dias, não por hábito ou comodidade. Sem ti, eles não seriam iguais! Quem pintaria de cinzento o sol e as nuvens de amarelo, quem me confundiria os sentidos, quem os trocava e depois junto a mim lhes buscava um sentido, outro, talvez até o mesmo, confuso amor! Quero-te bem perto de mim.
Se te faço exigências, faço. Ás vezes não percebo a forma como nos sentes, como nos chamas...Têm o mesmo nome? Ás vezes parece que soa diferente! Não aceito, acuso-te de frieza, egoísmo, enfim, tanta coisa que já nem sei...Mas, tu também me acusas de muitas coisas. Não aceito, tal como tu pareces não aceitar. Se nos compreendemos, compreendemos. Sou diferente tal como sou igual a ti em muitos aspectos...cativas-me! Ainda te consigo ver reluzir dentro do teu vestido preto que dispo com as minhas mãos. Ainda e sempre te quero, meu amor.

Não tive tempo, talvez um minuto, no qual não tive tempo de te segurar a mão e puxar-te de encontro a mim, um minuto em que as tuas lágrimas foram em vão, como tu te foste e eu não te segurei. Eu não te segurei... Eras pequena, maldito carro, ceifou-te a vida com a mesma rapidez com que ia e tu, foste. Tinhas uma vida inteira pela frente, escapou-se-te pelos dedos, nem sei se te doeu. Doeu? Aproximei-me de ti filhota como sempre fiz quando caias. Tu choravas, a mãe dizia « Isso já passa » , dava um beijo como fiz hoje. Isso, não mudou, apenas isso não mudou, só que hoje não sabia onde estavam as tuas lágrimas para as poder secar...foram talvez com o teu corpinho que já começava a arrefecer sobre o asfalto frio. Maldito carro, maldito carro. E hoje filhota sou eu que choro mas não foste tu que me fizeste um doi doi , não te portas-te mal. O carro fugiu, foi-se como tu te foste mas ele queria ir para longe, tu não. Nem eu te queria longe. Chiça, a falta que me fazes!

terça-feira, setembro 04, 2007

***


A verdade é que preciso de me alimentar da vida dos outros para não sentir fome da minha! Assim, sempre fica a barriga cheia ou onde é que raio se aloja a minha sensação de vazio. Roubo-te os medos e as preocupações porque, sendo tuas, nelas me vou saber situar...E eu não sei onde fica o meu medo, as minhas preocupações, apenas as vou sentindo próximas e sufocantes de mim, num lugar secreto que não conheço, talvez por as conhecer todas com o mesmo nome incerto que é tão certo na minha vida...Vazio. E como não há algo que o ocupe, ocupo-me de ti!
Pudesse, ainda, roubar-te-ia também as lágrimas, talvez me sentisse a viver dentro de mim.
E agora, dizes que sou egoísta, mas não sabias já que o egoísmo muitas vezes se mascara de virtude!



Este texto surgiu na sequência de uma leitura de um dos textos aqui da mestra moquinhas e também das nossas conversas ( talvez uma em particular).

segunda-feira, setembro 03, 2007

Alma na voz


Não consigo dormir. Serão insónias ou ânsia de quem esperou tanto por este momento!? Tenho que confiar em mim...Confio, porque amanhã caberão todas as cores da vida na minha voz e a minha voz cantará a música com quanta alma sentir, o transbordo de mim.
Estou nervosa! Quando estiver perante o júri ele saberá que é a vontade de uma vida!? E se falhar...E se a voz me doer! Pouco importa pensar nisso agora, amanhã serei a minha voz.
Estive a treinar a mesma música um dia inteiro, será que foi o suficiente? E se esforcei demasiado a voz! E se me esquecer da letra amanhã! E se, se não conseguir! Eu sei que é tarde, mas se pudesse treinava mais uma vez, só mais uma vez! Estou ansiosa, sinto-me insegura, afinal amanhã estará em jogo aquilo que eu sempre gostei de fazer, cantar.
Seja o que for que vai acontecer amanhã, será!


Foi-me pedido para escrever sobre este tema e como o prometido é devido e é para cumprir, aqui está ele! Devo referir que foi dificil para mim imaginar, não sabia mesmo o que escrever, mas pronto aqui está ;)

quarta-feira, agosto 22, 2007

Minha Pequena



Não tinha nome. O nome que se dão às coisas para chamarmos sempre por elas, quando nos apetece, quando nos lembramos. Uma forma de nos recordarmos que existem...têm nome. E eu, não tinha nome. Talvez, se tivesse, era flores, era chuva, era sol, era qualquer coisa de vida que habita nelas. Nunca tive nome, por isso, nunca me souberam chamar...agora esqueceram-me. Sou nada em um pouco de tudo. Acreditas em mim! Então, porque estendes a mão na esperança que te conserve, minha pequena inquieta. Não sou as tuas respostas. Por não ser nada sempre fui um pouco de tudo, a vida que chamas com muitos nomes de incerteza.
Por seres feita à minha imagem, não te fiz perfeita? Se te fizesse perfeita, matar-te-ias para que os outros homens te olhassem, fieis servos, de um mundo onde não pequei!?
Porque me procuras fora de ti, como se não estivesse em ti, minha pequena? Porque achas que és o barro por modelar, por colar...serei eu o teu escultor? Faz das tuas mãos, onde ainda corre sangue quente de vida, o teu escultor. Nelas, ainda habita um pedaço de vida que nós somos. Molda com elas aquele que por não ter nome certo, tem tantos nomes, a alma, a mente, o interior de nós.


(Este texto surgiu na continuação do outro que escrevi anteriormente, acaba por ser uma espécie de resposta à personagem do outro texto.)

domingo, agosto 19, 2007

Deus



Pudesses tu colar os cacos mortos do meu corpo, dar-lhe-ias a forma da vida que não coube em mim? Tu a quem te chamam Deus, saberias dar-me o dom de ser filha, cria perfeita, imagem do teu ser? Ou, as tuas mãos estão cansadas do barro, a minha carne! Parece-te sujo, parece-te dificil de moldar? Se és eterno, fonte de bem, o infinito, o quente, o colo, o conforto, o perdão, a perfeição, se fui feita à tua imagem...esqueceste-te de passar do rascunho para o projecto definitivo, esqueceste-te que o barro estala, parte!?
O que é a vida, senão o contrário de morrer! Fecho os olhos...mais um pedaço de mim que foi...Faz-me algo!
Ontem, hoje, foi mais um dia, mais uma mágoa, mais uma esperança, mais uma lembrança, menos um tempo...passou, sentiste-o passar? Tempo é coisa que não te falta, oh Deus Omipotente, saberás tu aproveitá-lo todo!? Cola-me os cacos se ainda há tempo, se tens tempo. Sorris. Agora durmo. Sonho. Nele, ainda empurras o baloiço que me faz viver.



Este texto escrevi eu num intervalo de leitura do livro “Fazes-me falta” de Inês Pedrosa, livro esse que gostei muito de ler ;) E que me foi aconselhado (e muito bem) aqui pela mamã (que me emprestou o livro eheh) e pela mestra ;)
Ah e desta vez não escrevi no telemóvel, imaginem lá, foi num POSTAL, não perguntem porque...pobrezas da vida looool

quinta-feira, julho 12, 2007

Pequenas & Poderosas


Os amigos não se contam,
Mas contamos sempre com eles
Para deixar cair as lágrimas
Em porto seguro,
Um abrigo acolhedor

São o apoio
Dizem que o pilar da vida
Mão segura
Quando a vida te parece
Demasiado escura

Alegrias que não se dividem
Por se partilharem
Piadas sem sentido,
Sorrisos sem história
São cada momento,
A nossa glória

Juntas vencemos,
Juntas perdemos
Só por ser Skip
Já mostramos o que valemos!


Bem, não sei se ficou bem...foi o melhor que consegui fazer (e esmerei-me), que a mamã e a mestra já mereciam um miminho e um agradecimento por aturarem pulgas, que às vezes até amuam e são chatas, vah mas as vezes também são meninas bem comportadas eheh Gosto muitoooo de vocês =)
De referir ainda a vossa qualidade a fazer trabalhos e a escrever.
E segundo ano aí vamos nós (é pena k com duas disciplinas em atraso, parece-me...não hade ser nada :S )

quarta-feira, julho 04, 2007

***



O tempo desaparece
Mas que não te leve
Ficamos sós
Somente nós dois
Sem história
Com ilusões

Ser feliz inconsciente
Pular barreiras contente
Sentir-te em mim mais que presente
Dá-me a mão...
Seguiremos sempre em frente

Vives nos sonhos
Realizados
Não me contas as histórias
Que já ouvi,
Que nunca senti...
Por isso, fica


(Depois de ver a desgraça das notas nada como publicar uma espécie de qualquer coisa looool que agora lá vou ter eu que retomar o estudo :s Esta vida de estudante está a dar cabo de mim la la la)

sexta-feira, junho 29, 2007

Tesourinhos Deprimentes




Se formos felizes a nossa vida será curta, mas se formos infelizes a nossa vida será longa.
Se formos felizes temos medo da morte, mas se formos infelizes temos medo da vida.



Talvez um dia quando for cega aprenda a olhar, quando for muda decida falar, quando for surda tente escutar...



Os sonhos fazem o projecto que as mãos realizam.



A vontade é o grande alicerce da vida e as mãos o seu melhor trabalhador.



Todos os dias preencho uma Página
Com as mesmas palavras
Cansadas, repetidas
Já tantas vezes vividas

A tinta é a mesma
O papel igual
As palavras não se criam
Porque já existiam

Escrevo um livro
Por escrever
Onde todas as palavras são uma só...
E cada página se vai repetindo
Como um espelho vai reflectindo
Sempre a mesma imagem


(Decidi ir ver também algumas coisas que tinha no baú, uma vez que últimamente não me ocorre nada para escrever. Espero não ser processada por plágio de ideias...um pokito de mesericórdia vah!)

terça-feira, maio 29, 2007

Desafio Aceite

hora do dia... 15:45 (hora a que nasci)
astro... Lua
direcção... não sei, a minha bússula nunca indica o norte ou melhor, indica desnorteada lool
móvel... caminha
líquido... água, leitinho (que é por causa de crescer, diz que tem calcio e faz os ossitos mais fortes)
pecado... Teimosia, orgulho, exigência
pedra... pomes (tão leve como eu!)
árvore... Pereira (Porque enfim, parece que consta no meu B.I)
fruta... Frutos Vermelhos: morangos, cerejas
flor... malmequer
clima... quente
instrumento musical... Bateria...gostava de saber tocar ;)
elemento... água, ar (ou não andasse eu sp distraida, no mundo da lua), terra...
cor... amarelo, laranja, verde
animal... uma pulguinha, pequenina e fofa (pronto a parte da fofa é dificil)
som... dos pássaros a cantar, do mar, da chuva (tem dias)
música... Íris
estilo musical... depende de cm m sinto
sentimento... saudade
livro... ficam bem numa prateleira
comida... eu nem como ao que parece, dizem loool
gosto... não gosto de coisas mto doces
cheiro... a orvalho da manhã, qualquer coisa suave
palavra... sonhar
verbo... lutar
objecto... uma caixinha cheia de fotografias, histórias, ...
peça de roupa... Tudo o que seja roupa de Verão
parte do corpo... Boca...
expressão facial... sorriso.
desenho animado... Sylvester (Silvia Sylvester loool)
um filme... de comédia (que adoro rir das minhas tristezas e das piadas dos outros :P), Ah e o Drama tb n podia faltar (pk enfim até sei dramatizar)
forma... a minha estranha forma de ser
número... 7, 9
estação... Verão
frase... “É como o Skip: pequenas e poderosas, não há nodoa que resista!»
“Vida de escrava é difícil”

quinta-feira, maio 03, 2007

***




Como uma flor a desabrochar, abri as minhas pétalas para sentir a luz do sol. Não procurei a tua orientação inquebrantável que me tenta proteger com um broquel.
Fazes-me sombra e eu quero brilhar, sentir o pulsar da vida. Aquele pulsar que não se consegue ortografar, mas apenas sentir. E, eu quero sentir-me pequena, sozinha, feliz e irrequieta sob a luz do sol.
Ás vezes precisamos de solidão, de um tempo para nós, para apreciar a vida cá dentro. Eu não quero morrer dentro de mim fechada sem sentidos por isso, deixa-me sentir só, dá-me espaço.


Como parece que já não escrevia há algum tempo e como até me apetecia escrever qualquer coisa decidi arranjar uma forma original de encontrar um tema pa escrever um texto (já que não me surgia nada). Fui ao dicionário, fechei os olhos e pousei o dedo em cima de uma palavra qualquer, depois tentei fazer um texto com as palavras que sairam. As palavras que sairam foi: desabrochar, inquebrantável (rijo, sólido), ortografar (escrever correctamente), orientação e broquel (escudo pequeno, protecção, defesa). Confesso que até foi divertido independentemente do resultado final, à primeira vista havia palavras que parecia que não ligavam muito, mas pronto lá tentei conjugar. Teve uma certa piada. Pronto o que querem, cada maluco com as suas pancadas!

quinta-feira, abril 19, 2007

Desperta




Mete de uma vez os pés no chão. Deixa de ser a criança que sempre espera embalar-se nos meus braços. Eles não serão sempre largos para te abraçar e acolher quando te enganares no caminho. Deixa de chorar. Não te agarres a mim como um passarinho que não quer sair do seu ninho. Ele, já não é quente. Chegou a altura de partires e seguires o teu caminho. Se te enganares, corrige os teus erros sozinha, não quero ser mais a borracha que os apaga. E, não penses que não te amo... Há uma altura em que devemos dizer basta para que o meu amor por ti não se torne numa dependência que tenho de te proteger e que tu, tens de te sentir protegida. Quando cresceres perceberás que o amor não é uma dependência, uma necessidade que apenas se satisfaz quando se tem sede é, um estar, uma união em que não se está sempre à espera de receber e onde, no entanto, se recebe tanta coisa... Por isso, mete os pés na estrada, e quando contornares uma curva mais sinuosa ou uma subida mais íngreme , lembra-te que a algum lado irás sempre chegar desde que, não desistas de caminhar. Talvez, nos voltemos a encontrar no final da estrada. Quem sabe!? O tempo o dirá.




P.S: Este texto é dedicado à Mónica por três motivos: Primeiro, porque me deu conselhos para escrever textos que, tentei seguir. Espero ter passado neste primeiro módulo =) Afinal de contas eu escrevi este texto no telemóvel as tantas da matina (pk enfim foi qd m surgiu qq coisa loool). Segundo, porque mereçe, porque atura as minhas reflexões, quando preciso está sempre lá pa ouvir os dramas, os horrores, as tragédias da Silvinha e como a Ana costuma dizer é de facto uma pessoa belissima =) Em terceiro, e não menos importante, pelo contrário, porque escreve muito bem e eu gosto muito de ler os seus textos =)

Ah, devo referir que a história do texto não tem nada a ver com a Mónica, ok!? Foi imaginação, afinal tinha que escrever sobre qq coisa e foi isto que saiu :S

P.S: Esta é a primeira vez que ponho no blog uma foto tirada por mim. Gosto muito de ver fotos de paisagens e esta foto, diz-me algo, bem como, ilustra este texto. Não sei porquê, mas esta foto faz-me fazer a tal associação entre a estrada e a vida. Nós sabemos que um dia a “estrada” da vida vai terminar, não sabemos como termina, mas vai terminar ( sinto-me no dever de alertar as pessoas para este facto, podem ainda não saber looool). Tenho a certeza que ao longo da minha vida vão aparecer “curvas” mais dificeis de contornar, mas no fundo há que ter esperança, nunca se sabe se ao contornar essa curva e andar mais uns quilometrozinhos vou encontrar uma estação de serviço para recarregar baterias loool E, agente gosta de “andar”! Por falar nisso, li uma publicidade em que aconselham andar 8 km por dia! E vocês já fizeram os vossos 8 km hoje??? :P :P ;)

segunda-feira, março 26, 2007

***




Deito-me sobre um campo de malmequeres selvagens que Deus beijou na forma de orvalho pela manhã. Perco-me entre o cheiro da terra e o cheiro do malmequer, e o cheiro da terra e o cheiro do malmequer perdem-se tantas vezes que se encontram misturados na natureza formando um só a que chamo ar puro, o doce orvalho da manhã... e cheira tão bem a vida! Ao mesmo tempo, ouço o canto, que julgo ser de pardais; cantam de alegria, pois hoje brilha uma linda manhã de sol. Voam alto no céu ou saltitam por entre os malmequeres. Quase que lhes adivinho uma certa indecisão por estes dois paraísos...
Sinto-me como se fosse um pequeno pedaço de natureza, uma pequena parte, que em conjunto com tudo o que me rodeia forma uma tela maravilhosa, cheia de cores quentes e saborosas de vida. E, como sabe bem viver!



( E que tal um Ambi Pur fresh cheirinho a malmequer, hein!? Pequenos génios... grandes ideias :P ;) ou talvez não loool )

quarta-feira, março 21, 2007

A Nu



Vi-te despida de artifícios, eras naturalmente bela, tão naturalmente tu. Quis perder-me no brilho dos teus olhos, mas encontrei-me na certeza de que queria ser teu. Se soubesses o que procurei por ti, o que caminhei... Agora que estás aqui, deixa-me segurar na tua tua mão, vamos dançar a mesma canção...Não fujas, nem tenhas medo, quando a meia-noite chegar e o sino tocar seremos sempre nós despidos de feitiços, mas cobertos de amor e luar... Tocam-se os lábios, aproximam-se as almas que segregam baixinho sentimentos de amor. Continuamos a dançar, somos tão patéticamente felizes, apenas descobrimos o amor, que os olhares indiscretos odeiam e invejam. Se eles, soubessem como não nos importamos, como apenas dançamos ao compasso do coração, que não conhece outras razões a não ser a razão de nos amarmos.



(Encontrei esta imagem com uma frase do Nietzsche, e não podia deixar de pôr aqui a ilustrar este texto, até porque o ano passado tive que gramar aqui com este meu caro “amigo” que devo dizer que era muito a frente looool Apesar de ter descambado um pouco com algumas ideias.)

quarta-feira, março 14, 2007

O Mundo Ideal




Anda, leva-me no teu tapete, leva-me onde os sonhos respiram a liberdade da imaginação... Faz-me sonhar. Não quero pisar mais esta terra tão gasta de tantas caminhadas. Faz-me acreditar, deixa-me voar contigo. Vamos descobrir novos ideais em castelos de nuvens que nunca se desmoronam. Cheios da essência de serem tudo e não serem nada. Qualquer coisa, simples, boa, feliz. Contar-me-às todos os segredos que eu já sei, mas não quis nem soube ouvir; porque o som das palavras era a voz do coração. Agora, agarra-me, segura-me com força que, juntos iremos tirar os pés do chão e alcançar o infinito que só os nossos corações sonharam.
Lá em baixo, queremos tanto apanhar o comboio que nos esquecemos de apreciar a viagem. Por isso, deita-te comigo sobre este tapete mágico, vamos descobrir um novo mundo, que nem as histórias sabem contar, mas sim os sentidos, que ainda não conhecem as palavras certas para se descrever.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Casa




Eras importante, não porque me fazias lembrar algum traço fisico meu ou um traço da minha personalidade, mas porque eras tu, a minha pequena caspinha sempre com aquele sorriso inocente de quem não quer crescer. Eu tinha algo teu e tu tinhas algo meu, um coração cheio de amor, carinho e ternura.
Lembro-me das tuas pequenas mãozinhas a segurar um dos dedos da minha mão, dos passeios que dávamos, de te levar ao parque para te empurrar naquele baloiço que tu tanto adoravas e que eu empurrava como se te estivesse a querer ajudar a dar mais um passo na vida; era um avô babado!
Os teus olhinhos pretos não reflectiam a vida, eles eram a própria vida que ameaçava desvanecer-se.
Houve um dia, que te quis contar uma história como fazia todos os dias, mas tu adormeces-te num sonho que a vida não te quis mais embalar...agora, és saudade, um sorriso e uma vida que nunca vou esquecer.
Os outros dizem, pobrezinha, era tão nova, mas não sabem que a idade não se conta no calendário a cada ano que passa, mas em cada momento de vida em que sorrias e seguravas a minha mão, e esses anos foram tão eternos...ainda vivem.



Este texto foi escrito no norte e só pa variar no telemovel!
Caspinha é um nome fofo que o meu avô paterno me chama loool (não significa caspa, ok).
Quanto ao título, Casa: Cada casa tem os seus pilares, e cada ser humano também. Os nossos pilares são os nossos amigos, a nossa família, o/a namorado/a, que não nos sustentam, mas apoiam a nossa existência, dando um certo sentido a vida mesmo quando esta parece não o ter!
Há pessoas que nos marcam, mesmo não tendo convivido muito com elas. Obrigada a todos os meus "pilares"!

domingo, fevereiro 11, 2007

Ela sorria...


Sentava-se naquele cantinho do costume para ver se via a vida passar, aquela vida que sempre trasbordavas em cada sorriso, em cada palavra, em cada gesto, por vezes tão simples mas que sempre ficara em cada pensamento dela.
Olhar para ti era um prazer que ela não podia evitar, por isso, anciava sempre a tua chegada. Quando chegavas ela sorria, talvez fosse a forma dela dizer o que sentia! Por certo, pensava que as palavras não fossem precisas, se calhar era muda ou então, só tinha coração... quem poderia saber se cada um falava linguas diferentes!
Ás vezes, perguntava-me como podia ela apenas sorrir, porque é que ela não dizia o que sentia como toda a gente!?
Ontem, quando olhei para o cantinho do costume, já não estava lá, era tarde e partiu, levando consigo os segredos da sua vida... os segredos que ele nunca quis desvendar...


(Porque a chuva cai lá fora e cá dentro e visto estar a estudar TPG, ultimamente ando muito “emocionada”, “motivada” e chatiada porque enfim o Descartes cometeu um erro, “O erro de Descartes”, apeteceu-me escrever qualquer coisa sobre sentimentos, uma história sobre sentimentos que eu ainda não tivesse contado! Confesso que não gosto muito deste texto, mas o texto que se lixe porque me apetecia escrever e pronto (talvez para me distrair e não pensar que chove), além disso nem todas as histórias podem terminar num “viveram felizes para sempre”, a nossa veia masoquista e complicada assim não o permite, muito menos quando a chuva cai lá fora e cá dentro! Quanto à foto, talvez não seja a mais indicada mas achei que tava mto fofa.)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Matemáticas da Vida
Vagueia bêbado pelas ruas como uma sombra nocturna que há muito não vê o dia. Procura algo no deserto da solidão, um carinho, uma mão, pois os copos perfumados de álcool há muito que não conseguem encher o seu vazio.
Antes tinha família, antes tinha amor, antes tinha o calor do álcool agora, tem o frio gélido da noite incapaz de preencher seja o que for.
A garrafa essa, ainda, tra-la consigo já tão vazia como a sua alma.
Vagueia, continua a vaguear... Os pés tão cansados de tanto caminhar...
Os sonhos depositou em cada copo que bebia, foram tão quentes, tão alegres, tão breves, mas partiram...
Sente-se em lado nenhum e em algum lado se deita, se cansa e dorme. Talvez amanhã seja dia, talvez amanhã faça sol e se a noite chegar quem sabe por certo virá polvilhada de estrelas e de luar!
(Pronto e é a tristeza que também me invade... não me deixa dormir e depois olha sai um texto escrito no telemóvel às tantas da manhã! Talvez seja apenas uma fase... era bom que sim! A vida é uma matemática constante, umas vezes multiplicamos, outras dividimos, outras somamos e outras subtraimos ... Eu ando numa fase muito "subtraída" looool. )
P.S: Isto é uma história inventada que eu não sou nenhuma bêbada, vamos lá a ver!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Parabéns Pai!!!




Sinto Saudade
Do que nunca me recordei
Do que foi verdade
Enquanto sonhei

Recordo a tua ausência
Pois não me lembro da tua existência
Tão cedo partiste!
Nem me apercebi que exististe!

Será que me ouves?
Onde quer que repouses!
Será que me guardas?
Secas-me as lágrimas
Sorris,
Quando sou feliz?

Quando um dia for poeira
Vou chegar a tua beira
E dizer que sempre me lembrei
De quem um dia não recordei
Dar-te um abraço de filha
E dizer És meu Pai!

Se hoje estivesses aqui farias 44 anos! Parabéns!!!!!! Escrevi isto ha algum tempo, mas só hoje decidi postar aqui. Talvez tu até nunca tenhas sido o vazio de uma ausência, foste apenas uma recordação que nunca tive, prefiro acreditar que estás aqui e que nunca nos abandonas-te... por isso sei que onde quer que tu estejas podes ler o que escrevi. Talvez um dia nos encontremos, até lá vais permanecendo num cantinho chamado coração. Pronto, e não poderia terminar a minha homenagem sem mandar um grande, grande beijinho :)




domingo, janeiro 21, 2007

Estavas prestes a partir para sempre, ameaçando deixar o rasto da saudade... olhavas para mim com o olhar de quem se afasta, não porque quer partir, mas porque viver já não basta... chegou o tempo, o tempo sem segundos, sem minutos, sem horas, mas penosamente eterno.
Gostava de te poder agarrar a mim, não te deixar partir... fazes-me falta!
Enquanto contemplo os meus tristes pensamentos egoístas, cada vez te sinto mais distante. Foi nesse momento em que te segurava a mão, com a força de quem segura a vida, que te dei aquele que seria o último beijo. Nesse mesmo instante ajustaram-se as vontades, os desejos, as paixões, os sentimentos, as emoções, amortizaram-se tristezas na alegria de te sentir uma última vez.
Hoje, guardo esse momento em cada sorriso inconsciente, na lembrança que tenho de ti... recordo cada momento, cada sentido, cada emoção, cada paixão que me fizeste sentir, apenas ainda te AMO!