terça-feira, maio 29, 2007

Desafio Aceite

hora do dia... 15:45 (hora a que nasci)
astro... Lua
direcção... não sei, a minha bússula nunca indica o norte ou melhor, indica desnorteada lool
móvel... caminha
líquido... água, leitinho (que é por causa de crescer, diz que tem calcio e faz os ossitos mais fortes)
pecado... Teimosia, orgulho, exigência
pedra... pomes (tão leve como eu!)
árvore... Pereira (Porque enfim, parece que consta no meu B.I)
fruta... Frutos Vermelhos: morangos, cerejas
flor... malmequer
clima... quente
instrumento musical... Bateria...gostava de saber tocar ;)
elemento... água, ar (ou não andasse eu sp distraida, no mundo da lua), terra...
cor... amarelo, laranja, verde
animal... uma pulguinha, pequenina e fofa (pronto a parte da fofa é dificil)
som... dos pássaros a cantar, do mar, da chuva (tem dias)
música... Íris
estilo musical... depende de cm m sinto
sentimento... saudade
livro... ficam bem numa prateleira
comida... eu nem como ao que parece, dizem loool
gosto... não gosto de coisas mto doces
cheiro... a orvalho da manhã, qualquer coisa suave
palavra... sonhar
verbo... lutar
objecto... uma caixinha cheia de fotografias, histórias, ...
peça de roupa... Tudo o que seja roupa de Verão
parte do corpo... Boca...
expressão facial... sorriso.
desenho animado... Sylvester (Silvia Sylvester loool)
um filme... de comédia (que adoro rir das minhas tristezas e das piadas dos outros :P), Ah e o Drama tb n podia faltar (pk enfim até sei dramatizar)
forma... a minha estranha forma de ser
número... 7, 9
estação... Verão
frase... “É como o Skip: pequenas e poderosas, não há nodoa que resista!»
“Vida de escrava é difícil”

quinta-feira, maio 03, 2007

***




Como uma flor a desabrochar, abri as minhas pétalas para sentir a luz do sol. Não procurei a tua orientação inquebrantável que me tenta proteger com um broquel.
Fazes-me sombra e eu quero brilhar, sentir o pulsar da vida. Aquele pulsar que não se consegue ortografar, mas apenas sentir. E, eu quero sentir-me pequena, sozinha, feliz e irrequieta sob a luz do sol.
Ás vezes precisamos de solidão, de um tempo para nós, para apreciar a vida cá dentro. Eu não quero morrer dentro de mim fechada sem sentidos por isso, deixa-me sentir só, dá-me espaço.


Como parece que já não escrevia há algum tempo e como até me apetecia escrever qualquer coisa decidi arranjar uma forma original de encontrar um tema pa escrever um texto (já que não me surgia nada). Fui ao dicionário, fechei os olhos e pousei o dedo em cima de uma palavra qualquer, depois tentei fazer um texto com as palavras que sairam. As palavras que sairam foi: desabrochar, inquebrantável (rijo, sólido), ortografar (escrever correctamente), orientação e broquel (escudo pequeno, protecção, defesa). Confesso que até foi divertido independentemente do resultado final, à primeira vista havia palavras que parecia que não ligavam muito, mas pronto lá tentei conjugar. Teve uma certa piada. Pronto o que querem, cada maluco com as suas pancadas!

quinta-feira, abril 19, 2007

Desperta




Mete de uma vez os pés no chão. Deixa de ser a criança que sempre espera embalar-se nos meus braços. Eles não serão sempre largos para te abraçar e acolher quando te enganares no caminho. Deixa de chorar. Não te agarres a mim como um passarinho que não quer sair do seu ninho. Ele, já não é quente. Chegou a altura de partires e seguires o teu caminho. Se te enganares, corrige os teus erros sozinha, não quero ser mais a borracha que os apaga. E, não penses que não te amo... Há uma altura em que devemos dizer basta para que o meu amor por ti não se torne numa dependência que tenho de te proteger e que tu, tens de te sentir protegida. Quando cresceres perceberás que o amor não é uma dependência, uma necessidade que apenas se satisfaz quando se tem sede é, um estar, uma união em que não se está sempre à espera de receber e onde, no entanto, se recebe tanta coisa... Por isso, mete os pés na estrada, e quando contornares uma curva mais sinuosa ou uma subida mais íngreme , lembra-te que a algum lado irás sempre chegar desde que, não desistas de caminhar. Talvez, nos voltemos a encontrar no final da estrada. Quem sabe!? O tempo o dirá.




P.S: Este texto é dedicado à Mónica por três motivos: Primeiro, porque me deu conselhos para escrever textos que, tentei seguir. Espero ter passado neste primeiro módulo =) Afinal de contas eu escrevi este texto no telemóvel as tantas da matina (pk enfim foi qd m surgiu qq coisa loool). Segundo, porque mereçe, porque atura as minhas reflexões, quando preciso está sempre lá pa ouvir os dramas, os horrores, as tragédias da Silvinha e como a Ana costuma dizer é de facto uma pessoa belissima =) Em terceiro, e não menos importante, pelo contrário, porque escreve muito bem e eu gosto muito de ler os seus textos =)

Ah, devo referir que a história do texto não tem nada a ver com a Mónica, ok!? Foi imaginação, afinal tinha que escrever sobre qq coisa e foi isto que saiu :S

P.S: Esta é a primeira vez que ponho no blog uma foto tirada por mim. Gosto muito de ver fotos de paisagens e esta foto, diz-me algo, bem como, ilustra este texto. Não sei porquê, mas esta foto faz-me fazer a tal associação entre a estrada e a vida. Nós sabemos que um dia a “estrada” da vida vai terminar, não sabemos como termina, mas vai terminar ( sinto-me no dever de alertar as pessoas para este facto, podem ainda não saber looool). Tenho a certeza que ao longo da minha vida vão aparecer “curvas” mais dificeis de contornar, mas no fundo há que ter esperança, nunca se sabe se ao contornar essa curva e andar mais uns quilometrozinhos vou encontrar uma estação de serviço para recarregar baterias loool E, agente gosta de “andar”! Por falar nisso, li uma publicidade em que aconselham andar 8 km por dia! E vocês já fizeram os vossos 8 km hoje??? :P :P ;)

segunda-feira, março 26, 2007

***




Deito-me sobre um campo de malmequeres selvagens que Deus beijou na forma de orvalho pela manhã. Perco-me entre o cheiro da terra e o cheiro do malmequer, e o cheiro da terra e o cheiro do malmequer perdem-se tantas vezes que se encontram misturados na natureza formando um só a que chamo ar puro, o doce orvalho da manhã... e cheira tão bem a vida! Ao mesmo tempo, ouço o canto, que julgo ser de pardais; cantam de alegria, pois hoje brilha uma linda manhã de sol. Voam alto no céu ou saltitam por entre os malmequeres. Quase que lhes adivinho uma certa indecisão por estes dois paraísos...
Sinto-me como se fosse um pequeno pedaço de natureza, uma pequena parte, que em conjunto com tudo o que me rodeia forma uma tela maravilhosa, cheia de cores quentes e saborosas de vida. E, como sabe bem viver!



( E que tal um Ambi Pur fresh cheirinho a malmequer, hein!? Pequenos génios... grandes ideias :P ;) ou talvez não loool )

quarta-feira, março 21, 2007

A Nu



Vi-te despida de artifícios, eras naturalmente bela, tão naturalmente tu. Quis perder-me no brilho dos teus olhos, mas encontrei-me na certeza de que queria ser teu. Se soubesses o que procurei por ti, o que caminhei... Agora que estás aqui, deixa-me segurar na tua tua mão, vamos dançar a mesma canção...Não fujas, nem tenhas medo, quando a meia-noite chegar e o sino tocar seremos sempre nós despidos de feitiços, mas cobertos de amor e luar... Tocam-se os lábios, aproximam-se as almas que segregam baixinho sentimentos de amor. Continuamos a dançar, somos tão patéticamente felizes, apenas descobrimos o amor, que os olhares indiscretos odeiam e invejam. Se eles, soubessem como não nos importamos, como apenas dançamos ao compasso do coração, que não conhece outras razões a não ser a razão de nos amarmos.



(Encontrei esta imagem com uma frase do Nietzsche, e não podia deixar de pôr aqui a ilustrar este texto, até porque o ano passado tive que gramar aqui com este meu caro “amigo” que devo dizer que era muito a frente looool Apesar de ter descambado um pouco com algumas ideias.)

quarta-feira, março 14, 2007

O Mundo Ideal




Anda, leva-me no teu tapete, leva-me onde os sonhos respiram a liberdade da imaginação... Faz-me sonhar. Não quero pisar mais esta terra tão gasta de tantas caminhadas. Faz-me acreditar, deixa-me voar contigo. Vamos descobrir novos ideais em castelos de nuvens que nunca se desmoronam. Cheios da essência de serem tudo e não serem nada. Qualquer coisa, simples, boa, feliz. Contar-me-às todos os segredos que eu já sei, mas não quis nem soube ouvir; porque o som das palavras era a voz do coração. Agora, agarra-me, segura-me com força que, juntos iremos tirar os pés do chão e alcançar o infinito que só os nossos corações sonharam.
Lá em baixo, queremos tanto apanhar o comboio que nos esquecemos de apreciar a viagem. Por isso, deita-te comigo sobre este tapete mágico, vamos descobrir um novo mundo, que nem as histórias sabem contar, mas sim os sentidos, que ainda não conhecem as palavras certas para se descrever.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Casa




Eras importante, não porque me fazias lembrar algum traço fisico meu ou um traço da minha personalidade, mas porque eras tu, a minha pequena caspinha sempre com aquele sorriso inocente de quem não quer crescer. Eu tinha algo teu e tu tinhas algo meu, um coração cheio de amor, carinho e ternura.
Lembro-me das tuas pequenas mãozinhas a segurar um dos dedos da minha mão, dos passeios que dávamos, de te levar ao parque para te empurrar naquele baloiço que tu tanto adoravas e que eu empurrava como se te estivesse a querer ajudar a dar mais um passo na vida; era um avô babado!
Os teus olhinhos pretos não reflectiam a vida, eles eram a própria vida que ameaçava desvanecer-se.
Houve um dia, que te quis contar uma história como fazia todos os dias, mas tu adormeces-te num sonho que a vida não te quis mais embalar...agora, és saudade, um sorriso e uma vida que nunca vou esquecer.
Os outros dizem, pobrezinha, era tão nova, mas não sabem que a idade não se conta no calendário a cada ano que passa, mas em cada momento de vida em que sorrias e seguravas a minha mão, e esses anos foram tão eternos...ainda vivem.



Este texto foi escrito no norte e só pa variar no telemovel!
Caspinha é um nome fofo que o meu avô paterno me chama loool (não significa caspa, ok).
Quanto ao título, Casa: Cada casa tem os seus pilares, e cada ser humano também. Os nossos pilares são os nossos amigos, a nossa família, o/a namorado/a, que não nos sustentam, mas apoiam a nossa existência, dando um certo sentido a vida mesmo quando esta parece não o ter!
Há pessoas que nos marcam, mesmo não tendo convivido muito com elas. Obrigada a todos os meus "pilares"!

domingo, fevereiro 11, 2007

Ela sorria...


Sentava-se naquele cantinho do costume para ver se via a vida passar, aquela vida que sempre trasbordavas em cada sorriso, em cada palavra, em cada gesto, por vezes tão simples mas que sempre ficara em cada pensamento dela.
Olhar para ti era um prazer que ela não podia evitar, por isso, anciava sempre a tua chegada. Quando chegavas ela sorria, talvez fosse a forma dela dizer o que sentia! Por certo, pensava que as palavras não fossem precisas, se calhar era muda ou então, só tinha coração... quem poderia saber se cada um falava linguas diferentes!
Ás vezes, perguntava-me como podia ela apenas sorrir, porque é que ela não dizia o que sentia como toda a gente!?
Ontem, quando olhei para o cantinho do costume, já não estava lá, era tarde e partiu, levando consigo os segredos da sua vida... os segredos que ele nunca quis desvendar...


(Porque a chuva cai lá fora e cá dentro e visto estar a estudar TPG, ultimamente ando muito “emocionada”, “motivada” e chatiada porque enfim o Descartes cometeu um erro, “O erro de Descartes”, apeteceu-me escrever qualquer coisa sobre sentimentos, uma história sobre sentimentos que eu ainda não tivesse contado! Confesso que não gosto muito deste texto, mas o texto que se lixe porque me apetecia escrever e pronto (talvez para me distrair e não pensar que chove), além disso nem todas as histórias podem terminar num “viveram felizes para sempre”, a nossa veia masoquista e complicada assim não o permite, muito menos quando a chuva cai lá fora e cá dentro! Quanto à foto, talvez não seja a mais indicada mas achei que tava mto fofa.)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Matemáticas da Vida
Vagueia bêbado pelas ruas como uma sombra nocturna que há muito não vê o dia. Procura algo no deserto da solidão, um carinho, uma mão, pois os copos perfumados de álcool há muito que não conseguem encher o seu vazio.
Antes tinha família, antes tinha amor, antes tinha o calor do álcool agora, tem o frio gélido da noite incapaz de preencher seja o que for.
A garrafa essa, ainda, tra-la consigo já tão vazia como a sua alma.
Vagueia, continua a vaguear... Os pés tão cansados de tanto caminhar...
Os sonhos depositou em cada copo que bebia, foram tão quentes, tão alegres, tão breves, mas partiram...
Sente-se em lado nenhum e em algum lado se deita, se cansa e dorme. Talvez amanhã seja dia, talvez amanhã faça sol e se a noite chegar quem sabe por certo virá polvilhada de estrelas e de luar!
(Pronto e é a tristeza que também me invade... não me deixa dormir e depois olha sai um texto escrito no telemóvel às tantas da manhã! Talvez seja apenas uma fase... era bom que sim! A vida é uma matemática constante, umas vezes multiplicamos, outras dividimos, outras somamos e outras subtraimos ... Eu ando numa fase muito "subtraída" looool. )
P.S: Isto é uma história inventada que eu não sou nenhuma bêbada, vamos lá a ver!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Parabéns Pai!!!




Sinto Saudade
Do que nunca me recordei
Do que foi verdade
Enquanto sonhei

Recordo a tua ausência
Pois não me lembro da tua existência
Tão cedo partiste!
Nem me apercebi que exististe!

Será que me ouves?
Onde quer que repouses!
Será que me guardas?
Secas-me as lágrimas
Sorris,
Quando sou feliz?

Quando um dia for poeira
Vou chegar a tua beira
E dizer que sempre me lembrei
De quem um dia não recordei
Dar-te um abraço de filha
E dizer És meu Pai!

Se hoje estivesses aqui farias 44 anos! Parabéns!!!!!! Escrevi isto ha algum tempo, mas só hoje decidi postar aqui. Talvez tu até nunca tenhas sido o vazio de uma ausência, foste apenas uma recordação que nunca tive, prefiro acreditar que estás aqui e que nunca nos abandonas-te... por isso sei que onde quer que tu estejas podes ler o que escrevi. Talvez um dia nos encontremos, até lá vais permanecendo num cantinho chamado coração. Pronto, e não poderia terminar a minha homenagem sem mandar um grande, grande beijinho :)




domingo, janeiro 21, 2007

Estavas prestes a partir para sempre, ameaçando deixar o rasto da saudade... olhavas para mim com o olhar de quem se afasta, não porque quer partir, mas porque viver já não basta... chegou o tempo, o tempo sem segundos, sem minutos, sem horas, mas penosamente eterno.
Gostava de te poder agarrar a mim, não te deixar partir... fazes-me falta!
Enquanto contemplo os meus tristes pensamentos egoístas, cada vez te sinto mais distante. Foi nesse momento em que te segurava a mão, com a força de quem segura a vida, que te dei aquele que seria o último beijo. Nesse mesmo instante ajustaram-se as vontades, os desejos, as paixões, os sentimentos, as emoções, amortizaram-se tristezas na alegria de te sentir uma última vez.
Hoje, guardo esse momento em cada sorriso inconsciente, na lembrança que tenho de ti... recordo cada momento, cada sentido, cada emoção, cada paixão que me fizeste sentir, apenas ainda te AMO!

terça-feira, janeiro 02, 2007


Acredito porque sonho, realizo porque tenho mãos que constroem pequenos alicerces do meu grande empreendimento a que chamo viver.
As mãos são pequenas mas a vontade de construir ultrapassa a sua pequenez...
A vontade é o grande alicerce da vida e as mãos o seu melhor trabalhador.
Se não houvesse vontade de que serviriam as mãos! Serviriam de adereço!
Sinto o pulsar da vida nas minhas mãos e os meus sonhos com vontade de se realizarem... sinto-me viva, feliz, persistente... Acredito!

terça-feira, dezembro 12, 2006

Quando olhei a tua foto...


Cada passo que dou tenho medo de cair, porque sei que não me vais segurar a mão como sempre o fizeste, porque não estavas lá ou não quiseste. Por isso os meus passos são timidos em resposta aos teus gestos tão vagos, tão ausentes. Continuo sempre a estender a mão mas só consigo tocar no vazio da tua ausência. Se soubesses como me fizeste falta, como precisei de ti. Porém, continuo a caminhar porque tive que viver sem ti, porque os minutos passam e eu sei que terei sempre que caminhar sem ti, apesar de estender ainda a mão na esperança que tu a vejas, como uma criança que espera que a chuva passe e de repente faça sol para ir brincar para a rua. E a chuva não passa, não para e a criança resolve o problema. Brinca de outra forma.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Doce Inocência


És feliz e não o sabes, porque ainda sonhas e vives na tua feliz inocência de criança que dorme no berço da ilusão!!! Ainda não te mostraram a triste cruel sina da vida! Ainda não te mostraram que nos matamos todos os dias uns aos para comer o mesmo pão de todos os dias, que se mata, que se rouba, que se inveja, que se odeia...
O teu tempo é o infinito, não te incomoda, não se gasta, não se perde, vive-se... e vive-se com a intensidade de quem se ri porque é verdadeiramente feliz, na alegria e na tristeza.
Não precisas de viver todos os dias como se fosse o último pois ainda não conheces o tempo...brincas com ele!
Todos os dias perguntas os porquês da vida dos adultos, mas não entendes as suas respostas complicadas, respostas que nem eles percebem...

domingo, novembro 26, 2006

O último brilho


Agora que a sombra negra me visita, não tenho medo nem arrependimento dos erros e das coisas boas que fiz... se não o tivesse feito não teria sido eu! Sou o resultado do meu passado e do meu presente e talvez de um futuro que não conheci e temi. Fiz o meu melhor e o meu pior, matei-me e renasci. A vida moldou-me e eu moldei-a.
Todos nós somos feitos do mesmo material, o modo como ele depois se apresenta, tanto a nível interior como exterior é que difere. Como um livro, que pode ter várias traduções para várias línguas e, mesmo quando está na mesma língua todos o intendem de maneira diferente, apesar de as palavras serem as mesmas. Tal como num livro, desfolhei todas as páginas da minha vida, li-as à minha maneira e agora estou prestes a fechar o livro...
Sinto os meus olhos que começam a ceder e agora que o meu corpo começa a arrefecer sinto o calor das minhas recordações. Agora que te sinto próxima entendo, como podemos nós sentir medo de partir na solidão se todos nós temos recordações! Ninguém é um livro fechado sem história! A nossa vida é povoada de pequenas histórias umas mais significantes que outras e que são boas ou menos boas... mas recordamos sempre algo... nem que seja a imaginação de um sonho. Os sonhos também fizeram fizeram parte da nossa vida! Há sempre algo que se recorda...
Sinto esta escuridão negra que me invade cada vez mais próxima... está quase a tomar conta de mim... continuo, no entanto a pensar na vida... senti tanto medo da morte desde pequena e agora sinto uma tranquilidade que me invade, como se estivessem a segurar na minha mão e a passar a mão pelo meu cabelo e a dizer: Vai tudo correr bem!
Os meus olhos estão quase a fechar mas ainda consigo ver o último brilho da vida........VOCÊS!!!!!!!

sexta-feira, novembro 24, 2006

A Viagem




Enquanto viajo neste comboio da vida, penso que o tempo escassa e com ele a vontade de fazer algo. As horas morrem na esperança de que amanhã se faça algo e o amanhã pode não chegar ou chegar tarde demais para o fazer. E, não se disseram tantas palavras, não se fizeram tantos gestos...por falta de oportunidade ou falta de vontade, talvez por tantos motivos, tantas desculpas e, o comboio anda... A sua paragem final todos nós já sabemos, só não sabemos como vamos lá chegar e quais as paragens intermédias... E o comboio anda sem dó nem piedade e não faz marcha atrás!!!!!!
Vou viajando no comboio sem saber para onde vou e contemplo a vida como uma turista que descobriu um novo país como, se nesse comboio não houvesse destino final e fico à espera que um guia turístico me guie nesta viagem ou, que alguém me ceda gentilmente um mapa para me orientar em vez de fazer algo... E o comboio lá vai a toda a velocidade sem, me aperceber deixando tanta coisa por fazer, por dizer...
O passado está garantido porque já passou, mas o futuro não se sabe até quando pode ser conjugado...

(Estes pensamentos surgiram-me no dia em que vi uma mulher debaixo de um comboio à beira da morte... fez-me pensar que a vida passa e que nós somos tão frágeis, tão vulneráveis... morremos. E, às vezes não tivemos tempo de fazer tudo o que queriamos ou não tivemos a coragem de o fazer... Fez-me pensar que NÓS ÀS VEZES VIAJAMOS NO COMBOIO, QUANDO O QUE DEVERIAMOS FAZER ERA CONDUZI-LO!!!)

quinta-feira, novembro 23, 2006

Se tu existes...




Sinto o calor do teu corpo, que penetra e invade o mais profundo do meu ser.
Onde a minha alma e o meu corpo te desejam e suspiram por ti.
Sinto o fogo que nos queima e afoga em breves ilusões, de te ter, de me dar...
E os mesmos segundos que nos fazem morrer por instantes fazem renascer o mundo que construimos...

Essência




A tua breve história foi o sonho de uma criança que já foi.
Agora contemplas o infinito na esperança que as estrelas voltem a brilhar.
A vida que passou por ti nem a sentiste, foi uma leve brisa serena que pousou em mim.
Guardo a tua essência na memória do que sou...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Cansaço...


Conto os segundos da vida como se eles não estivessem já contados. E cada vez que os conto parecem mais eternos, mais dolorosos e ansiosos por um novo tempo!
Não sei se são os segundos que custam a passar ou se é a vida que não passa, permanece quieta, tranquila, à espera que os segundos passem como se não fosse preciso fazer algo. Como se não tivesse sido preciso inventar o relógio para olhar o tempo e contar os segundos!!!!
E por cada segundo a mais que anseio mais cansaço sinto... e tudo me parece tão distante, tão longínquo e só desejo gritar LIBERDADE.

terça-feira, novembro 14, 2006

Ás vezes penso na vida outras vezes, penso que penso na vida e faço o que penso ou julgo pensar!